Governo está na direção certa com a alta dos combustíveis, diz Levy

14 agosto 2015


Portal G1

Taís Laporta

O ministro da fazenda, Joaquim Levy, afirmou nesta quinta-feira (13) que o aumento dos tributos sobre os combustíveis no início do ano sinaliza que o governo “está na direção certa”, para equilibrar os esforços para o crescimento da economia de forma sustentável.

“O aumento da tributação sobre a gasolina e em menor quantidade o diesel influencia toda a cadeia de produção. Temos que fazer reajustes escalonados, e a sinalização ali foi evidente, como o próprio aumento do álcool na combinação da gasolina”, disse o ministro durante evento sobre mudanças climáticas e sustentabilidade em São Paulo.

Levy ressaltou também que não vai faltar “suporte” por parte dos bancos públicos como o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para oferecer financiamentos a projetos de energia sustentável. “No Brasil, não falta apoio. A gente manteve uma taxa (de juros) que é metade da inflação”, disse o ministro, destacando que o governo tem feito leilões de energia solar e eólica.

Ele destacou que não é por falta de crédito que esses projetos não vão sair do papel. “No Brasil, tem empresas que têm inovado, melhorado o processo para fazer as coisas andarem (…) Não é para esperar que o governo vai fazer um ‘chuveirinho’ de dinheiro para fazer a coisa andar”, acrescentou.

Nota do Brasil

Na terça-feira, Levy classificou como “transparente” e “bastante detalhada” a decisão da Moody’s de rebaixar a nota de crédito do Brasil, e acrescentou que o corte dá a indicação das prioridades “com relação a manter a qualidade da dívida pública”.

Apesar do rebaixamento, o Brasil permanece dentro do chamado grau de investimento, mas ficou a um passo de perder a classificação que garante ao país o selo de bom pagador da sua dívida. Agora, já são duas agências de classificação de risco (Moody´s e Standard & Poor’s) que colocam o Brasil no último degrau dentro do grau de investimento. Na Fitch, o país segue com a nota “BBB”, dois degraus acima do nível especulativo.

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