Combustíveis Alternativos

E que venha o hidrogênio

Pelo menos dois grandes projetos-piloto de ônibus movidos a hidrogênio devem entrar em operação no país até 2006. O maior deles deve ser formalizado até junho pela EMTU (Empresa Municipal de Transporte Urbano de São Paulo).

O projeto, desenvolvido pelo MME (Ministério de Minas e Energia) em parceria com a EMTU e com o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), receberá investimentos de US$ 17 milhões.

O segundo projeto, de menor porte, ainda sendo desenvolvido em laboratório, é o da Petrobrás em parceria com a Coordenação de Programas de Pós-Graduação em Engenharia da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Serão R$ 3 milhões para um ônibus movido a hidrogênio com circulação na Cidade Universitária da UFRJ, no Rio.

“Em todo o mundo, existem hoje 80 veículos movidos a hidrogênio, todos eles experimentais. O Brasil não podia ficar de fora”, comentou o professor Paulo Emílio de Miranda, que coordena do laboratório de hidrogênio na Universidade.

Segundo explica o professor, o protótipo hoje “é um veículo do futuro”. “Ele abre caminho para a anunciada economia do hidrogênio. Emite pouco ruído e tem como único resíduo o vapor d’água”. A idéia de se desenvolver um veículo movido com combustível alternativo, relata, teve partida com o declínio da produção mundial de petróleo e ganhou força com o recente aumento dos preços dos combustíveis convencionais. Há que ser lembrado também, ressalta o professor, a importância ambiental do projeto.

No caso da EMTU, em São Paulo, o projeto prevê que sejam implantados oito ônibus movidos com hidrogênio a partir de eletrólise. O gerente de Desenvolvimento da Companhia, Marcio Rodrigues Schettino, diz que o projeto já tem sete anos de estudos contínuos e está prestes a sair do papel com a aquisição dos veículos.

FONTE: REVISTA POSTOS DE COMBUSTÍVEIS & CONVENIÊNCIAS - MAIO 2005