Operação Etanol desarticula esquema de adulteração de combustíveis no ES

23 setembro 2016


A operação ETANOL teve início em fevereiro de 2016, quando a Polícia Civil recebeu a notícia de um roubo de aproximadamente 45 mil litros de Etanol

As investigações avançaram e na manhã da última quinta-feira (22), os policiais civis de Aracruz identificaram um local utilizado pelo proprietário do posto em outro esquema de fraude, desta vez no âmbito de resíduos de óleo. A fraude consistia na aquisição de resíduos de óleo, os quais passavam por refino feito de maneira clandestina, num laboratório artesanal existente às margens da BR 101, em João Neiva. No laboratório, eram retiradas impurezas e umidade do óleo, o qual era revendido para “queima”, ou até mesmo como óleo diesel.

Os funcionários que foram flagrados operando a caldeira realizaram um treinamento prático em Limeira, São Paulo. Os proprietários não apresentaram nenhuma autorização ambiental ou da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A Polícia Civil contou com o auxílio do corpo técnico do Procon Estadual, sobretudo para a coleta de material líquido, o qual será submetido para análise em laboratório específico. Segundo os policiais, após flagrarem o laboratório em funcionamento, fraudando óleo, os policiais e servidores do Procon foram até o posto de combustível e realizaram testes sendo que, além de indícios de adulteração do óleo diesel vendido na bomba do posto, ficou constatada adulteração na gasolina comercializada no local.

A PC informou que as investigações irão continuar para identificar proprietários e funcionários de outras empresas, fornecedores e destinatários, que estejam envolvidos no esquema. Até o momento foram identificados os crime de apropriação indébita, falsa comunicação de crime, crimes ambientais, crime contra a ordem econômica e crime contra a ordem tributária.

A Operação

A operação ETANOL teve início em fevereiro de 2016, quando a Polícia Civil recebeu a notícia de um roubo de aproximadamente 45 mil litros de Etanol. Durante as investigações, foi descoberto que o registro do Boletim de Ocorrência foi fraudado por funcionários de uma distribuidora de combustível carioca. O motorista da distribuidora teria simulado o roubo e ficou com o produto, desviando para o proprietário de um posto de combustível em João Neiva. Segundo a PC, acredita-se que o combustível foi revendido para outros postos.

O caminhão da distribuidora tinha rastreador, os dois semi-reboques que estavam com a carga foram passados para outro caminhão, sendo que o veículo da distribuidora foi abandonado e recuperado em seguida. Após o combustível ter sido levado para um depósito do proprietário de um posto, os dois semi-reboques também foram abandonados vazios, às margens da BR.

Os policiais informaram que as provas periciais produzidas pela Polícia Técnico Científica, imagens de vídeo monitoramento, e trabalhos de campo, a Polícia Civil conseguiu identificar o segundo caminhão utilizado no crime, inclusive obteve acesso ao rastreador do segundo caminhão.

Newsletter